{"id":5392,"date":"2023-02-28T11:52:14","date_gmt":"2023-02-28T14:52:14","guid":{"rendered":"https:\/\/multicomunicar.com.br\/?p=5392"},"modified":"2023-03-09T14:52:57","modified_gmt":"2023-03-09T17:52:57","slug":"jornalistas-mineiros-diversificam-atividades-com-redacao-de-livros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/multicomunicar.com.br\/index.php\/2023\/02\/28\/jornalistas-mineiros-diversificam-atividades-com-redacao-de-livros\/","title":{"rendered":"Jornalistas mineiros diversificam atividades com reda\u00e7\u00e3o de livros"},"content":{"rendered":"\n<p>&#8220;Escreva, minha filha, escreva. Quando estiver entediada, nost\u00e1lgica, desocupada, neutra, escreva. Escreva mesmo bobagens, palavras soltas, experimente fazer versos, artigos, pensamentos soltos, descreva como exerc\u00edcio o degrau da escada de seu edif\u00edcio (saiu em verso sem querer), escreva sempre, mesmo para n\u00e3o publicar e principalmente para n\u00e3o publicar&#8230;\u201d, A carta de Carlos Drummond de Andrade para a filha Maria Julieta n\u00e3o poderia estar mais atual como est\u00edmulo para quem quer se tornar um escritor, como j\u00e1 ocorre com diversos jornalistas. A cada dia, assim como Drummond, cresce o n\u00famero de jornalistas no mercado liter\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A verdade \u00e9 que a maioria desses autores jornalistas n\u00e3o tem a pretens\u00e3o de figurar entre os maiores escritores brasileiros, como Drummond. O presidente da Academia Mineira de Letras Rog\u00e9rio Faria Tavares&nbsp;avalia que o setor \u00e9 muito promissor e apresenta muitas oportunidades de carreira como escritor.&nbsp; Ele explica que os jornalistas sempre foram escritores, ou seja, a base do of\u00edcio est\u00e1 na produ\u00e7\u00e3o textual. Os jornalistas precisam escrever&nbsp;muito&nbsp; e, sempre foram escritores, assim como, por outro lado, muitos escritores, como Drummond, foram jornalistas para ganhar a vida, contudo, a voca\u00e7\u00e3o primordial era a literatura.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO jornalismo e a literatura s\u00e3o irm\u00e3os. Duas faces da mesma moeda. Os jornalistas sempre escreveram muito e v\u00e1rios publicaram livros, pr\u00e1tica que ainda permanece. O mercado liter\u00e1rio \u00e9 um \u00f3timo segmento para jornalistas, uma vez que, em geral, muitos desses profissionais j\u00e1 s\u00e3o populares e com nomes bastante difundidos na sociedade, sobretudo, aqueles que trabalham em televis\u00e3o e r\u00e1dio\u201d, observa Tavares.<\/p>\n\n\n\n<p>O jornalista e ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, Am\u00e9rico Antunes, 66 anos, j\u00e1 escreveu quatro livros, sendo dois de fic\u00e7\u00e3o, os romances hist\u00f3ricos \u201cN\u00f3s, que amamos a revolu\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cTerra prometida \u2013 um herege nas minas de ouro\u201d e dois de n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o, \u201cDo diamante ao a\u00e7o \u2013 o ilustrado Intendente C\u00e2mara e a verdadeira Hist\u00f3ria da primeira f\u00e1brica de ferro do Brasil\u201d e \u201c1720\/2020 \u2013 livro-reportagem das comemora\u00e7\u00f5es do tricenten\u00e1rio de Minas Gerais\u201d. Tamb\u00e9m atuou como organizador, editor e foi um dos redatores dos livros \u201cExpedi\u00e7\u00e3o Halfeld\u201d, \u201cJequitinhonha, a riqueza de um vale\u201d, \u201cJo\u00e3o Antunes Vozes e Vis\u00f5es\u201d e \u201cOs Governadores \u2013 Hist\u00f3ria de Minas Gerais\u201d.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/PIC_5280-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5393\" srcset=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/PIC_5280-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/PIC_5280-300x200.jpg 300w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/PIC_5280-768x512.jpg 768w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/PIC_5280-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/PIC_5280-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/PIC_5280-2000x1333.jpg 2000w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Rog\u00e9rio Tavares pontua o mercado de trabalho dos jornalistas.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Antunes come\u00e7ou a escrever jovem, em Diamantina, arriscando alguns poemas e poesias, como gosta de contar, mais, na tentativa de capturar as turbul\u00eancias das inquietudes existenciais que varriam sua alma, do que quaisquer outras pretens\u00f5es liter\u00e1rias. Posteriormente, j\u00e1 morando em BH, a op\u00e7\u00e3o pelo curso de Comunica\u00e7\u00e3o seria uma esp\u00e9cie de continuidade desse desejo,&nbsp; em jornalismo e, da reportagem para os livros foi, ent\u00e3o, \u201cum pulo\u201d.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"731\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Americo-Antunes-731x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5394\" srcset=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Americo-Antunes-731x1024.jpeg 731w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Americo-Antunes-214x300.jpeg 214w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Americo-Antunes-768x1076.jpeg 768w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Americo-Antunes.jpeg 914w\" sizes=\"auto, (max-width: 731px) 100vw, 731px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A imagem acima representa o livro \u201c N\u00f3s que amamos a revolu\u00e7\u00e3o\u201d de Am\u00e9rico Antunes.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Americo-Antunes-3-1024x576.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5395\" srcset=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Americo-Antunes-3-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Americo-Antunes-3-300x169.jpeg 300w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Americo-Antunes-3-768x432.jpeg 768w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Americo-Antunes-3.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A imagem acima representa o livro \u201cTerra Prometida\u201d de Am\u00e9rico Antunes.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O jornalista Bruno Marques, 44 anos, lan\u00e7ou seu segundo livro \u201dOutono Austral\u201d, pela editora P\u00e1ginas, em 2022. Ele come\u00e7ou a escrever poesias aos 13 anos, se formou em jornalismo aos 25 anos e, acredita que estava pronto como escritor, aos 40 anos, com o lan\u00e7amento de sua primeira obra \u201cAs noites mais escuras do inverno\u201d, tamb\u00e9m pela mesma editora.&nbsp;\u201cA popula\u00e7\u00e3o vive um momento de grande individualiza\u00e7\u00e3o e de perda da humanidade. Antagonicamente, foi pela cultura que as pessoas se tornaram mais humanas e, somente a partir dela, resgata-se a humanidade\u201d, observa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1019\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-25-at-14.44.16-1019x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5397\" srcset=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-25-at-14.44.16-1019x1024.jpeg 1019w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-25-at-14.44.16-298x300.jpeg 298w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-25-at-14.44.16-150x150.jpeg 150w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-25-at-14.44.16-768x772.jpeg 768w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-25-at-14.44.16.jpeg 1356w\" sizes=\"auto, (max-width: 1019px) 100vw, 1019px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Bruno Marques mostra na imagem acima o lan\u00e7amento da sua 1\u00aa obra:<br>&nbsp;\u201cAs noites mais escutas do inverno\u201d.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"239\" height=\"347\" src=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/outonoaustral.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5398\" srcset=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/outonoaustral.jpg 239w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/outonoaustral-207x300.jpg 207w\" sizes=\"auto, (max-width: 239px) 100vw, 239px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Lan\u00e7amento da segunda obra de Bruno Marques: Outono Austral.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A jornalista Hila Rodrigues, 56 anos, atualmente professora do curso de jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), tamb\u00e9m come\u00e7ou a escrever na juventude, como um passatempo e, acredita que o mundo fica mais bonito com os livros. Ela j\u00e1 escreveu dois livros, sendo o primeiro o \u201c3 em contos\u201d, uma produ\u00e7\u00e3o independente com dois amigos, tamb\u00e9m jornalistas: Laudeir Borges e Sidneia Sim\u00f5es. A obra apresenta contos sobre festas de fim de ano, lan\u00e7ada em dezembro de 2021. O segundo livro, &nbsp;\u201cDesassossego ilustrado\u201d, \u00e9&nbsp; um h\u00edbrido de textos curtos e poesia, ilustrado por Sofia Fuscaldi, tamb\u00e9m jornalista e ilustradora, cujo tema foi inspirado nos desafios enfrentados pelo mundo e, principalmente, no&nbsp; Brasil, entre 2018 e 2021. O per\u00edodo \u00e9 marcado pela crise sanit\u00e1ria, pensando em Covid-19, mas, tamb\u00e9m, por uma grave crise pol\u00edtica, com reflexos econ\u00f4micos e ambientais.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"682\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2021-12-10-at-13.14.40-682x1024-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5400\" srcset=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2021-12-10-at-13.14.40-682x1024-1.jpeg 682w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2021-12-10-at-13.14.40-682x1024-1-200x300.jpeg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 682px) 100vw, 682px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O primeiro livro de Hila Rodrigues: \u201c3 em contos\u201d<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"328\" height=\"499\" src=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/51y7WW62PpL._SX326_BO1204203200_.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5401\" srcset=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/51y7WW62PpL._SX326_BO1204203200_.jpg 328w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/51y7WW62PpL._SX326_BO1204203200_-197x300.jpg 197w\" sizes=\"auto, (max-width: 328px) 100vw, 328px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Segundo livro da autora: Hila Rodrigues<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Carlos Drummond de Andrade influenciou muitos jornalistas, assim como Cec\u00edlia Meireles tamb\u00e9m inspirou Jalmelice Luz, 63 anos, que j\u00e1 escreveu dois romances &#8211; Noites Pretas e Sombra das ruas e, dois livros infanto-juvenis &#8211; Peixe-amigo-p\u00e1ssaro e Isadora e o planeta no nariz, pela editora P\u00e1ginas e Ru\u00eddos, pela editora Autografia, lan\u00e7ado na Bienal do Rio, em 2021.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Jalmelice destaca que tamb\u00e9m j\u00e1 publicou um livro de contos e textos sobre a vida das mulheres brasileira, a partir do conceito de g\u00eaneros, etnias, da perversidade do racismo e injusti\u00e7a social.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"183\" height=\"256\" src=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/21hucrCeKL.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5402\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Romance escrito por Jalmelice Luz chamado &#8220;Noites Pretas&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/71pQOjpuRgL-683x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5403\" srcset=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/71pQOjpuRgL-683x1024.jpg 683w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/71pQOjpuRgL-200x300.jpg 200w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/71pQOjpuRgL-768x1152.jpg 768w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/71pQOjpuRgL.jpg 907w\" sizes=\"auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Romance escrito por Jalmelice Luz chamado &#8220;Sombras das ruas&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A jornalista Ana Paula Pedrosa, 44 anos, conta que n\u00e3o saberia viver sem escrever e que come\u00e7ou depois da maternidade.&nbsp; \u201cEu revisitei a minha pr\u00f3pria inf\u00e2ncia. Trouxe hist\u00f3rias do fundo da mem\u00f3ria e ainda conto com a ajuda das minhas duas filhas que d\u00e3o palpites, sugerem mudan\u00e7as e at\u00e9 `batizam` os personagens. Eu comecei inventando est\u00f3rias para Beatriz e Helena e, depois contando, para as amigas delas, at\u00e9 que viraram livros. Mas, tamb\u00e9m escrevo cr\u00f4nicas e outros tipos de textos sobre diversos assuntos e linhas, sem muito sentido, que, podem at\u00e9, ser deletadas, em pouco tempo\u201d, destaca ela, que, atualmente, trabalha como produtora de rede na Record Minas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-27-at-16.59.24-1024x768.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5404\" srcset=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-27-at-16.59.24-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-27-at-16.59.24-300x225.jpeg 300w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-27-at-16.59.24-768x576.jpeg 768w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-27-at-16.59.24-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-27-at-16.59.24.jpeg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ana Paula conta como come\u00e7ou no mundo da literatura, com os seguintes livros:<br>&nbsp;\u201cO g\u00eanio pregui\u00e7oso\u201d, \u201cA terra de todas as idades\u201d.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>FORMA\u00c7\u00c3O EM JORNALISMO CONTRIBUI PARA SURGIMENTO DE NOVOS AUTORES&nbsp;NAS REDA\u00c7\u00d5ES DOS VE\u00cdCULOS DE COMUNICA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os jornalistas escritores mineiros, entrevistados para essa mat\u00e9ria, foram un\u00e2nimes em afirmar que a forma\u00e7\u00e3o em jornalismo e os anos de experi\u00eancia como profissional nas reda\u00e7\u00f5es se tornaram diferenciais importantes na constru\u00e7\u00e3o da carreira como autor.&nbsp; O diretor da Strategia Cultura e Comunica\u00e7\u00e3o e ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, Am\u00e9rico Antunes, por exemplo, destacou que aprendeu a pesquisa minuciosa, o rigor com as fontes, as t\u00e9cnicas de reportagem e a reda\u00e7\u00e3o que guiam a produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria dele na pr\u00e1tica jornal\u00edstica.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Academia Mineira de Letras Rog\u00e9rio Faria Tavares afirma que os jornalistas sempre tiveram a produ\u00e7\u00e3o de&nbsp;textos como tarefa principal, de lidar com a l\u00edngua, com a palavra, a frase e o par\u00e1grafo. A situa\u00e7\u00e3o favorece muito para que esse profissional se torne escritor, porque treina, pratica&nbsp;e se repete. O c\u00e9rebro aprende e desenvolve uma habilidade, estimulando o ingresso na literatura, sem d\u00favida nenhuma.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/PIC_5264-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5406\" srcset=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/PIC_5264-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/PIC_5264-300x200.jpg 300w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/PIC_5264-768x512.jpg 768w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/PIC_5264-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/PIC_5264-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/PIC_5264-2000x1333.jpg 2000w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Rog\u00e9rio Tavares explica como funciona o corpo devido a pr\u00e1tica repetida de tarefas.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A jornalista e escritora Jalmelice Luz costuma dizer que o exerc\u00edcio do jornalismo abriu caminhos para a escrita liter\u00e1ria. Mesmo o texto jornal\u00edstico sendo conciso e com regras definidas, ela acredita que n\u00e3o exclui a criatividade.&nbsp; A longa&nbsp;aprendizagem, juntamente com os colegas mais experientes, permitiu que aprimorasse sua atua\u00e7\u00e3o. \u201cA escrita liter\u00e1ria \u00e9 livre. Abusa da imagina\u00e7\u00e3o, da criatividade e do texto romanceado. O tempo \u00e9 um parceiro e n\u00e3o um advers\u00e1rio a ser superado no relato mais veross\u00edmil poss\u00edvel de um fato cotidiano\u201d, analisa.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o jornalista Bruno Marques, conta que s\u00f3 se tornou um escritor, porque, primeiro, se \u201cconstruiu\u201d jornalista. Ele teve oportunidade de escrever sobre economia e pol\u00edtica para o jornal Di\u00e1rio do Com\u00e9rcio, que considerou uma grande escola e, depois se lan\u00e7ou como correspondente de grandes jornais nacionais em Belo Horizonte, como O Estado de S. Paulo e O Globo, sendo poss\u00edvel escrever para todas as editorais, principalmente, cidades e gerais, em que a vida real acontece. \u201cA experi\u00eancia em reda\u00e7\u00e3o permitiu me tornar \u00edntimo do of\u00edcio de escrever. Acredito que o jornalista tem uma chancela da sociedade para ser uma testemunha dos fatos e narrar os acontecimentos. \u00c9 preciso ter compromisso com o leitor. O bom jornalismo apresenta, principalmente, boas perguntas, que devem estar imersas e conectadas aos valores e ao contexto do p\u00fablico-alvo.&nbsp; As not\u00edcias propiciam a reflex\u00e3o para a sociedade estar sempre questionando. N\u00e3o existe democracia sem jornalismo e nem sem Literatura\u201d, avalia Bruno que tamb\u00e9m \u00e9 mestre em literatura e direitos humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00ad<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"751\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-25-at-14.44.18-1-751x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5407\" srcset=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-25-at-14.44.18-1-751x1024.jpeg 751w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-25-at-14.44.18-1-220x300.jpeg 220w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-25-at-14.44.18-1-768x1047.jpeg 768w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-25-at-14.44.18-1.jpeg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 751px) 100vw, 751px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Bruno Marques explica a import\u00e2ncia da pol\u00edtica para o jornalismo.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O livro \u201cFilho de pandemia\u201d \u00e9 o primeiro do chefe de reda\u00e7\u00e3o de O Antagonista, Diego Amorim que, at\u00e9 ent\u00e3o,&nbsp;imaginou que fosse escrever um livro pelo fato de ser jornalista. Contudo, ele acreditava que seria sobre a Igreja Cat\u00f3lica, por ter uma rela\u00e7\u00e3o muito forte, chegando, inclusive, a cobrir o conclave do Papa Francisco pelo jornal Correio Brasiliense. Posteriormente, tamb\u00e9m pensou em escrever sobre bastidores da pol\u00edtica por conta do trabalho como rep\u00f3rter em Bras\u00edlia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cContudo, escrever um livro para o meu filho, diariamente, foi um grande desafio e tamb\u00e9m uma forma de criar intimidade com ele, superando aquele momento dif\u00edcil da pandemia. Acredito que o fato de ser jornalista contribui com a linguagem e a escrita, pois tudo isso \u00e9 muito natural pra mim, sendo parte da minha personalidade, de quem eu sou. Adoro ler e escrever. A minha vida \u00e9 isso o tempo todo e, com certeza, o fato de ser jornalista contribuiu com o livro\u201d, avalia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O jornalista, na opini\u00e3o da produtora de tev\u00ea Ana Paula Pedrosa, vive de contar boas hist\u00f3rias, ou seja, buscar bons personagens e, por isso, a experi\u00eancia ajuda muito na elabora\u00e7\u00e3o de livros. \u201cEu transportei para a fic\u00e7\u00e3o, mas, sempre com a preocupa\u00e7\u00e3o de passar informa\u00e7\u00f5es corretas. Por exemplo, no livro&nbsp; \u2018A Terra de Todas as Idades\u2019, a protagonista \u00e9 a Helo\u00edsa, uma menina \u00e0 espera do seu anivers\u00e1rio de sete anos. Eu conversei com pediatras e com m\u00e3es para saber as caracter\u00edsticas dessa idade. As informa\u00e7\u00f5es ajudaram a construir a personagem de uma forma mais real e correta\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>JORNALISTAS INVESTEM EM OBRAS PR\u00d3PRIAS COM FOCO EM SENTIMENTO E PARA ESTIMULAR CONHECIMENTO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os desejos e metas dos jornalistas mineiros que se tornaram escritores est\u00e3o na amplia\u00e7\u00e3o do p\u00fablico leitor para suas obras, compartilhando o que passa pelo cora\u00e7\u00e3o e mente ao escrever. O ranking de livros mais vendidos ou o reconhecimento como um dos melhores escritores brasileiros n\u00e3o s\u00e3o os objetivos desses profissionais, cuja escrita \u00e9 a maior motiva\u00e7\u00e3o, por si s\u00f3, ou seja, como bons jornalistas que s\u00e3o, querem, sempre, contar uma boa hist\u00f3ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A produtora de rede da tev\u00ea Record Minas, Ana Paula Pedrosa, afirma que n\u00e3o estabeleceu metas como escritora. Apenas, pretende continuar contando hist\u00f3rias. Ela n\u00e3o se importa com a forma, o p\u00fablico e o tipo de texto, mas sempre escrevendo hist\u00f3rias que far\u00e3o sentido para si naquele momento de sua vida.<\/p>\n\n\n\n<p>A jornalista e escritora Jalmelice Luz concorda com Ana Paula e conta que n\u00e3o tem metas para a carreira que abra\u00e7ou. \u201cTeimo em continuar. N\u00e3o penso em um p\u00fablico espec\u00edfico. As hist\u00f3rias podem ser lidas por todos. Considero important\u00edssimo o est\u00edmulo \u00e0 leitura como parte da forma\u00e7\u00e3o do sujeito cr\u00edtico, capaz de ler as realidades em que est\u00e1 inserido com esp\u00edrito transformador\u201d, observa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-27-at-17.02.14-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5408\" srcset=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-27-at-17.02.14-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-27-at-17.02.14-225x300.jpeg 225w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-27-at-17.02.14-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-27-at-17.02.14.jpeg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ana Paula conta que n\u00e3o tem um p\u00fablico espec\u00edfico.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O jornalista e tamb\u00e9m escritor Bruno Marques segue o mesmo caminho, destacando que tamb\u00e9m n\u00e3o definiu metas, por\u00e9m, quer viver em um pa\u00eds que seja poss\u00edvel se sustentar, a partir da produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. Ele garante que pretende continuar escrevendo e chega a dar um spoiler sobre seu pr\u00f3ximo livro: um romance ambientado em Portugal, talvez, na fortaleza de Berlengas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"929\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-25-at-14.44.17-929x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5409\" srcset=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-25-at-14.44.17-929x1024.jpeg 929w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-25-at-14.44.17-272x300.jpeg 272w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-25-at-14.44.17-768x846.jpeg 768w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-25-at-14.44.17.jpeg 1246w\" sizes=\"auto, (max-width: 929px) 100vw, 929px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Bruno Marques destaca outra prefer\u00eancia: a literatura.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, Am\u00e9rico Antunes, enfatiza que a grande meta dele como escritor \u00e9, essencialmente, ser lido.&nbsp; A professora e escritora Hila Rodrigues concorda com Antunes e ressalta que foi a leitura que a estimulou a contar hist\u00f3rias e a dividir pensamentos, sensa\u00e7\u00f5es, percep\u00e7\u00f5es, sonhos, essas coisas. \u201cN\u00e3o tenho metas. Quero escrever coisas que muitas pessoas possam curtir, saborear mesmo. Algo que enfeite a vida do sujeito\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p>A jornalista Ana Paula Pedrosa conta que ler e escrever sempre fizeram parte da vida dela para expressar todo tipo de sentimento e emo\u00e7\u00e3o, assim como se entender e entender o mundo. \u201cQuando crian\u00e7a e adolescente, j\u00e1 participei de concursos de poesia no col\u00e9gio. Profissionalmente, escrevo h\u00e1 23 anos como jornalista e, na literatura, comecei em 2008. Outro aspecto que me d\u00e1 bastante seguran\u00e7a \u00e9 que minha irm\u00e3, Renata Pedrosa, ilustra meus livros. Ela \u00e9 professora de artes e ilustradora e tenho liberdade para lhe apresentar os primeiros rascunhos de textos\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>JORNALISTAS ESCRITORES AFIRMAM QUE ESCREVER REQUER MAIS DEDICA\u00c7\u00c3O QUE TALENTO OU INSPIRA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As recomenda\u00e7\u00f5es para quem quer iniciar a carreira como escritor s\u00e3o diversas e diferenciadas. A jornalista e escritora Jalmelice Luz, por exemplo, indica que a pessoa interessada deve ler, exercitar a escrita e n\u00e3o temer a publica\u00e7\u00e3o. Deve correr riscos. A escrita pode ser provocada por lembran\u00e7as, viv\u00eancias, observa\u00e7\u00f5es e leituras. Deve-se sair do sil\u00eancio para criar sentido por meio da palavra escrita. Os erros e acertos fazem parte do aprimoramento de qualquer escritor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA verdade \u00e9 que, na escrita liter\u00e1ria, nada est\u00e1 pronto e acabado, pois, o&nbsp;ponto final \u00e9 simb\u00f3lico.&nbsp;N\u00e3o sei se \u00e9 dom. Entendo como um lenitivo para as dores do mundo que repercutem em n\u00f3s, assim como nossas contradi\u00e7\u00f5es e feridas. Posso vencer as armadilhas interiores e iniciar um texto.&nbsp; Outras vezes, digitar algumas frases e fechar a tela para recome\u00e7ar mais tarde. Em algumas ocasi\u00f5es, fazer anota\u00e7\u00f5es,&nbsp;durante uma viagem, enquanto leio, ap\u00f3s uma boa conversa, um olhar, um sentimento que tento dar uma din\u00e2mica no texto. Sempre partimos de nossas experi\u00eancias, embora n\u00e3o sejam a tradu\u00e7\u00e3o de um momento com ponto final. A vida \u00e9 movimento, transforma\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o. Cada pessoa tem sua pr\u00f3pria forma\u201d, cita Jalmelice.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"524\" height=\"544\" src=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Jalmelice-Luz-2.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5410\" srcset=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Jalmelice-Luz-2.jpeg 524w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Jalmelice-Luz-2-289x300.jpeg 289w\" sizes=\"auto, (max-width: 524px) 100vw, 524px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Jalmelice Luz afirma que gosta de fazer anota\u00e7\u00f5es sobre a leitura durante a viagem.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo Bruno Marques, escrever \u00e9 um sentimento que n\u00e3o se explica. Fazia sentido para ele escrever o que sentia, ainda que por met\u00e1foras. A escrita e a literatura s\u00e3o um grande universo simb\u00f3lico e os personagens representam sentimentos, como amor, fidelidade, decep\u00e7\u00e3o, trai\u00e7\u00e3o, ang\u00fastia e reflex\u00e3o, entre outros. \u201cSe lermos \u2018O velho e o mar\u2019, conheceremos Santiago e Manolin, mas, a literatura nos mostrar\u00e1 tamb\u00e9m sobre o que \u00e9 amizade, esperan\u00e7a ou a falta dela. Eu precisava entrar nesse universo. \u00c9 como se houvesse uma realidade escondida que somente a escrita me levaria at\u00e9 ela.&nbsp; Leia muito, leia todo tipo de texto. N\u00e3o perca tempo com um livro que n\u00e3o te cativou depois da p\u00e1gina 50, mas, n\u00e3o pare de ler. Troque o livro e continue lendo. Esse \u00e9 o primeiro passo para escrever. O segundo \u00e9 realmente escrever. N\u00e3o espere criar o texto perfeito, at\u00e9 mesmo porque, a perfei\u00e7\u00e3o n\u00e3o existe. Escreva, melhore, reescreva. Compartilhe seus textos com as pessoas e n\u00e3o se preocupe com as cr\u00edticas. O importante \u00e9 estar sempre em movimento e em evolu\u00e7\u00e3o\u201d, recomenda.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor de \u201cFilho de pandemia\u201d cita como dica que se deve escrever sempre, escrever pra tudo, pra quem quer come\u00e7ar a escrever tornar a escrita parte de sua vida, mesmo que seja como di\u00e1rio. \u201cN\u00e3o precisa ser um di\u00e1rio como o meu, um momento t\u00e3o dif\u00edcil para a humanidade com a pandemia, mas um di\u00e1rio ou uma carta pra algu\u00e9m, ou colocar no papel sentimentos, situa\u00e7\u00f5es desconfort\u00e1veis do cotidiano. Voc\u00ea escreve como uma forma, at\u00e9 mesmo, terap\u00eautica de desabafo, mas escrever sempre \u00e9 o grande segredo para escrever bem\u201d, analisa o jornalista e escritor Diego Amorim.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"553\" height=\"355\" src=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Diego.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5411\" srcset=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Diego.jpg 553w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Diego-300x193.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 553px) 100vw, 553px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Confira o livro de Diego Amorim &#8220;Filho de Pandemia&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Segundo Am\u00e9rico Antunes, escrever \u00e9 o desejo de transmitir o que vai pela mente e cora\u00e7\u00e3o, a partir da observa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica da vida e dos tempos, passado e presente. Ele come\u00e7ou a escrever a partir da inquietude existencial e do desejo de transmitir e dialogar. Como um ritual de passagem do real para a imagina\u00e7\u00e3o, seja em uma obra de fic\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Observar, atentamente e, estudar\/pesquisar a fundo o tema &#8211; ou temas \u2013 sobre os qual se pretende escrever \u00e9 uma recomenda\u00e7\u00e3o de Antunes.&nbsp; Para ele, m\u00e9todo e disciplina no ato da escrita s\u00e3o cruciais e, \u00e9 claro, n\u00e3o esmorecer jamais diante dos obst\u00e1culos de um mercado t\u00e3o fechado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Americo-Antunes-4-1024x768.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5412\" srcset=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Americo-Antunes-4-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Americo-Antunes-4-300x225.jpeg 300w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Americo-Antunes-4-768x576.jpeg 768w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Americo-Antunes-4.jpeg 1040w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Lan\u00e7amento do livro \u201cDo diamante ao a\u00e7o\u201d.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Para quem tem afinidade, na opini\u00e3o de Bruno Marques, certamente, ser\u00e1 mais f\u00e1cil escrever. No entanto, o segredo n\u00e3o est\u00e1 somente na escrita, e, sim, no conte\u00fado, na mensagem para os leitores. Ele cita que um escritor, antes de tudo, \u00e9 um bom observador, que capta momentos do cotidiano e os filtra diante dos seus sentimentos e percep\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUALQUER ESCRITOR \u00c9 UM BOM LEITOR&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quem quer ser um bom escritor, com certeza tem de ser um bom leitor. A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 uma constante entre os jornalistas escritores, como Diego Amorim. \u201cTodo escritor tem de ser um bom leitor. Com certeza. A gente s\u00f3 consegue escrever bem e desenvolver, se expressar, quando l\u00ea bastante\u201d, cita.&nbsp; A escritora Hila Rodrigues acredita que foi a leitura que a estimulou a come\u00e7ar a escrever.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Hila-Rodrigues-1024x768.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5413\" srcset=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Hila-Rodrigues-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Hila-Rodrigues-300x225.jpeg 300w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Hila-Rodrigues-768x576.jpeg 768w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Hila-Rodrigues-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Hila-Rodrigues.jpeg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Hila Rodrigues afirma que todo escritor \u00e9 um bom leitor.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Segundo Antunes, sem d\u00favida, este \u00e9 o ponto de partida. \u201cDesconhe\u00e7o um autor, que n\u00e3o seja um \u00e1vido leitor\u201d, destaca. Assim como Ana Paula Pedrosa, Bruno Marques acredita que&nbsp;\u00e9 dif\u00edcil algu\u00e9m gostar de escrever e n\u00e3o gostar de ler.&nbsp; Que n\u00e3o gosta de ler, jamais ser\u00e1 um escritor.<\/p>\n\n\n\n<p>Marques destaca que<strong> u<\/strong>m escritor \u00e9 formado pelos textos que l\u00ea. \u201cEu tenho predile\u00e7\u00e3o pelos textos filos\u00f3ficos e de psican\u00e1lise. Antes de escrever meu primeiro livro, estudei muito sobre existencialismo. O livro \u2018As noites mais escuras do inverno\u2019 est\u00e1 carregado de met\u00e1foras influenciadas por Freud, Nietzsche, Foucault e Dostoi\u00e9vski. \u00c9 natural que as nossas prefer\u00eancias nos influenciem, afinal, como disse Foucault, a adi\u00e7\u00e3o \u00e9 a \u00fanica forma de interpreta\u00e7\u00e3o\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A jornalista Jalmelice Luz&nbsp;cita o pr\u00f3prio exemplo como est\u00edmulo para quem quer come\u00e7ar a&nbsp; criar o h\u00e1bito de ler. \u201cIniciei a leitura em casa com revistas, almanaques e livros que eram emprestados. Tamb\u00e9m sempre gostei de frequentar bibliotecas na escola. Li e leio os cl\u00e1ssicos da literatura brasileira, com Cec\u00edlia Meireles, Machado de Assis, Jorge Amado, o grande memorialista Pedro Nava e os cl\u00e1ssicos internacionais, como Kafka,&nbsp;Dostoi\u00e9vski, Marcel Proust, Jorge Semprum e Simone de Beauvoir, entre outros. Procuro me atualizar com a leitura de autores e autoras contempor\u00e2neos, inclusive os colegas mais pr\u00f3ximos. Minas Gerais faz jus \u00e0 fama de celeiro de grandes escritores, poetas, artistas, compositores\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"829\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Jalmelice-Luz-829x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5414\" srcset=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Jalmelice-Luz-829x1024.jpeg 829w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Jalmelice-Luz-243x300.jpeg 243w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Jalmelice-Luz-768x949.jpeg 768w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Jalmelice-Luz.jpeg 1036w\" sizes=\"auto, (max-width: 829px) 100vw, 829px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Jalmelice Luz afirma gostar de cl\u00e1ssicos da literatura brasileira.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>P\u00daBLICO LEITOR E VENDA DE LIVROS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os jornalistas mineiros observam que o Brasil ainda est\u00e1 longe de ser um pa\u00eds leitor com um p\u00fablico ainda pequeno de pessoas com o h\u00e1bito de ler e-ou comprar livros. Os escritores entrevistados para essa reportagem afirmam que o problema est\u00e1 na falta de pol\u00edticas p\u00fablicas e de incentivo, inclusive, por parte da iniciativa privada. O mestre em literatura e direitos humanos, jornalista e advogado, Bruno Marques, avalia que o mercado brasileiro tem grande potencial, mas est\u00e1 adormecido por falta de apoio e pol\u00edticas p\u00fablicas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele observa que os altos impostos acabam tirando a margem de lucro dos escritores, que merecem boa parte do cr\u00e9dito e, tamb\u00e9m das editoras e livrarias. Ele sugere que quem quer fomentar o setor, deve dar prefer\u00eancia para comprar livros nas livrarias de bairro. \u201cA venda de livros digitais \u00e9 muito nociva para os autores. Certamente, \u00e9 um mercado sem volta, mas precisa ser revisto, pois n\u00e3o estimula os escritores a viverem de hist\u00f3rias\u201d, alerta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Marques, de uma forma geral, o brasileiro l\u00ea pouco, porque \u00e9 pouco estimulado ou precisa trabalhar muito para ter um m\u00ednimo de renda para sua sobreviv\u00eancia. \u201cA nossa arte pode ser mais profunda. Fazer mais sentido na vida das pessoas. \u00c9 algo c\u00edclico. Sem incentivo, a maioria dos artistas \u2013 isso tem rela\u00e7\u00e3o com todo tipo de arte e n\u00e3o somente com a literatura \u2013 n\u00e3o consegue se dedicar a cria\u00e7\u00e3o de algo substancial. Se a arte n\u00e3o fomenta uma reflex\u00e3o,&nbsp;n\u00e3o questiona o status quo, estaremos condenados a n\u00e3o evoluir como sociedade\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-25-at-14.44.17-1-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5415\" srcset=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-25-at-14.44.17-1-768x1023.jpeg 768w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-25-at-14.44.17-1-225x300.jpeg 225w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-25-at-14.44.17-1-1153x1536.jpeg 1153w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-25-at-14.44.17-1.jpeg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Bruno Marques alerta que os brasileiros leem pouco, por falta de estimulo.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os eventos como a bienal e os festivais de literatura, conforme a produtora de tev\u00ea, Ana Paula Pedrosa, s\u00e3o iniciativas que permitem reverter a situa\u00e7\u00e3o em que o ambiente virtual e&nbsp;as facilidades tecnol\u00f3gicas, ao mesmo tempo, conectam todos, mas, tamb\u00e9m, acaba por afast\u00e1-los de um contato pr\u00f3ximo. \u201cSe \u00e9 especial para um leitor&nbsp;encontrar o autor e conhecer mais detalhes sobre a hist\u00f3ria, suas influ\u00eancias, seu processo criativo, \u00e9 ainda muito mais especial para o escritor encontrar uma pessoa curiosa pelo seu trabalho ou sua obra\u201d, avalia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ana Paula ainda destaca que \u00e9 essencial medidas para reduzir o pre\u00e7o dos livros e contribuir para formar leitores. As pessoas precisam conhecer e apreciar a literatura e isso requer investimento. As pesquisas apontam que o brasileiro l\u00ea pouco, porque tem um conjunto de aspectos desfavor\u00e1veis e reverter esse processo \u00e9 um trabalho para muito tempo, contudo, precisa ser iniciado o quanto antes. \u201cO ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que poderia aumentar os impostos de livros, porque s\u00e3o \u2018produtos de elite\u2019, como se fossem sup\u00e9rfluos. A partir da constata\u00e7\u00e3o que os livros seriam \u2018produtos de elite\u2019, o processo deveria ser o de buscar maneiras para o livro deixar de ser de elite e, sim, para todos\u201d, avalia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"766\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-27-at-17.01.46-766x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5416\" srcset=\"https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-27-at-17.01.46-766x1024.jpeg 766w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-27-at-17.01.46-225x300.jpeg 225w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-27-at-17.01.46-768x1026.jpeg 768w, https:\/\/multicomunicar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/WhatsApp-Image-2023-02-27-at-17.01.46.jpeg 958w\" sizes=\"auto, (max-width: 766px) 100vw, 766px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ana Paula avalia que o livro deveria ser para todos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Hoje, existe maior facilidade para publicar um livro que h\u00e1 uma d\u00e9cada, por\u00e9m, tamb\u00e9m \u00e9 real o fato&nbsp;que o p\u00fablico leitor \u00e9 ainda pequeno. A compra de livros fica mais dif\u00edcil no atual per\u00edodo de car\u00eancia. Muitos projetos sociais surgem em v\u00e1rios lugares e o estado deveria chegar para apresentar a leitura como algo enriquecedor e prazeroso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, Am\u00e9rico Antunes, ressalta que o mercado liter\u00e1rio Brasileiro ainda \u00e9 muito fechado e para poucos privilegiados. O segmento \u00e9 restrito e segue dominado por grandes editoras. \u201cInfelizmente, ainda somos ref\u00e9ns de um pa\u00eds com literatura para poucos e elitizada, como a educa\u00e7\u00e3o\u201d, lamenta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a jornalista Hila Rodrigues,&nbsp;o mercado atravessa grandes desafios econ\u00f4micos, mas tamb\u00e9m culturais. \u201c\u00c9 preciso pol\u00edticas para manter um pre\u00e7o atraente, capaz de fomentar o mercado editorial e&nbsp;estimular o neg\u00f3cio do livro. \u00c9 um lugar importante para tudo: desde a cria\u00e7\u00e3o de empregos at\u00e9 o incentivo \u00e0 cultura e produ\u00e7\u00e3o de conhecimento. O leitor tem uma percep\u00e7\u00e3o fragmentada de um mundo cada vez mais r\u00e1pido &#8211;&nbsp;e assustador. Por outro lado, quando o leitor \u00e9 abordado de maneira adequada, ainda \u00e9 capaz de se encantar com hist\u00f3rias e imagens. De se deixar seduzir por uma boa hist\u00f3ria\u201d, acrescenta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Escreva, minha filha, escreva. Quando estiver entediada, nost\u00e1lgica, desocupada, neutra, escreva. 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